


Documentos de trabalho / Work Documents
III Encontro Internacional de
Ecomuseus e Museus Comunitários - III EIEMC
X Atelier Internacional do MINOM
Ana Mercedes
Museus em Portugal no seculo XXI
Mateo Andrés
L’accès aux droits sociaux dans la lutte contre la pauvreté
European AgriCulture Convention
Pierre Mayrand
Proposition de définition des trois ateliers du MINOM
Culture et démocratie participative
Les Paramètres du musée communautaire
Projet d'un lexique
Notion et typologie du musée territoire (Essai)
Agir collectivement, librement, en association
Terminologie du MINOM et le projet d'un lexique
CULTURE ET DÉMOCRATIE PARTICIPATIVE (Table Ronde)
Jean-François Leclerc
Le musée et certaines de ses fonctions selon une perspective de nouvelle muséologie
Raúl Mendez
Recuperación del patrimonio y función social, eje de los museos comunitarios en México
Guía general para la investigación, (...) de museos comunitarios en el estado deNayarit
Teoría y método de la nueva museología en México
Alexandre Delarge
Comment fonctionne un écomusée ?
GRUPO DE REFLEXÃO PARA O TEMA:
MUSEUS DE COMUNIDADE: EXPERIENCIAS E REFLEXÕES PARA UM MELHOR DESEMPENHO
POR MUSEU DE COMUNIDADE ENTENDE-SE QUALQUER MUSEU DE PEQUENA E OU MEDIA DIMENSÃO, DE BAIRRO, CONCELHO, TERRITÓRIO OU FREGUESIA, QUE PRETENDA TRABALHAR COM A POPULAÇÃO EM QUE SE INTEGRA, PROMOVENDO O SEU DESENVOLVIMENTO.
PORTUGAL: CONTACTO: ANA MERCEDES a.mercedes.fmsoares@mail.telepac.pt
MUSEUS EM PORTUGAL NO SECULO XXI
Criar museus locais em Portugal, no século XXI, mesmo quando exista a partida uma colecção específica ou um espolio de dimensão e qualidade suficientemente importante como para poder condicionar a vocação do projecto, deverá ser, sobretudo, um trabalho de definição e integração da história e das qualidades, valências e vontades da comunidade em que vai inserir-se. Esta condição será fundamental, se o museu surge promovido pela edilidade de um concelho.
Já não é possível nem aconselhável, hoje, produzir exclusivamente com a intelectualidade da região, um modelo mais ou menos estereotipado da realidade do passado local, seleccionando espolio entre a geologia, a arqueologia e as artes maiores, pintura ou escultura, escolhendo entre algumas das menores, como a numismática ou o mobiliário e, finalmente, acrescentando a etnografia como “representante” das massas populares.
Com esses dados, apenas se consegue construir, no melhor dos casos, um valioso repositório da memória e da cultura dessa terra, traduzida em objectos materiais, que são para esse fim retirados muitas vezes de seus lugares de origem e descaracterizados.
Apesar dos custos e das boas vontades, com mais frequência que a desejada, estes museus nascem doentes e ignorados pela população, afastados da realidade do momento presente e mortos para a vida futura, antes de começar a crescer.
Do ponto de vista do seu conteúdo, os museus locais, hoje, devem nascer integrando-se na comunidade entre a qual tencionam existir, aproveitando e valorizando todos os recursos socio-economicos e culturais, que a população possua e possa vir a desenvolver, em toda a vastidão de seu território.
Devera ser um repositório do passado e da memoria geográfica, social e cultural dessa terra sim, mas também e sobretudo, uma ponte cultural entre as diversas formas de cultura e saber da região que abrange, um centro de cultura vivo do presente da comunidade que pretende representar, um sensato prospeccionador e modelador do seu futuro e, porque não, um honesto promotor do seu enriquecimento económico, moral e cultural.
Do ponto de vista da sua forma, é sobretudo a palavra polinucleado, com ou sem dependências estruturais ou formais, que surge indefectivelmente associada aos museus locais de hoje, seja pela via dos ecomuseus, das ligações em redes horizontais ou verticais ou das parcerias entre pólos sócio-culturais espalhados pela região abrangida pelo projecto. Apesar do museu poder surgir como o coração de um vasto corpo cultural, se pretende representar esse corpo, deverá garantir o envolvimento e inclusão da comunidade em que insere, conquistando desde o início a sua adesão e sensibilidade para o projecto.
A realização do programa museológico, peça fundamental de qualquer obra deste tipo que se pretenda sensata, devera pois iniciar-se com dois pressupostos fundamentais:
* a criação de uma equipa coesa e polifacetada, entre a que se encontrem desde o primeiro momento as pessoas que no futuro serão responsáveis pelo museu e,
*o levantamento exaustivo de todas as valências naturais, sociais e culturais existentes no território, bem como o inventário do património disponível. Não tem sentido desmobilizar vontades e dilapidar recursos escassos, concentrando informação e repetindo sectores culturais que já existem próximos; antes devem ser feitas pontes, colaborando para sua melhoria e promoção no local em que foram criados.
…consultando a comunidade, lançando pontes, completando conhecimentos, enriquecendo saberes no seu próprio local, contando a história, fazendo contas, planeando com rigor, promovendo a economia local, criando parcerias com públicos e privados, melhorando o presente, perspectivando o futuro…
Fazer um museu e mantê-lo vivo é importante pelo que pode representar como motor do desenvolvimento local, mas é duro e dispendioso. Avançar, por isso, com determinação e bom senso, tomando em consideração os pressupostos apontados, pode ser a chave que abra a porta de um bom resultado final.
O resto dependerá, sempre, das pessoas; de seu trabalho conjunto, do amor a terra em que vivem e da vontade de nunca desistir.
Ana Mercedes Stoffel Fernandes, Museóloga
16 de Janeiro de 2004
L’accès aux droits sociaux dans la lutte contre la pauvreté:
Le partenariat social comme facteur de développement
Seminaire Régional,
Tbilissi, Georgia, 22-23
Novembre 200,
Mateo Andrés Huesa,
Gerente Red Aragonesa de
Desarrollo Rural,
España
1. Maestrazgo: la población gestiona el desarrollo y organiza el futuro.
a. Acción.
El Maestrazgo, comarca aislada y con poca población, ha realizado en un período de 10 años un programa de desarrollo rural con inversiones privadas de 22 millones de euros, las puesta en marcha de políticas públicas sobre medioambiente y patrimonio, la sociedad de la información, creación de un espacio de identidad para la población, y una nueva articulación social, económica y política, basado en la participación democrática de la población local en todas las nuevas estructuras de gestión.
b. Contexto.
Maestrazgo, comarca montañosa del norte de España, región de Aragón, 2.700 km2 y 13.000 habitantes, con una baja densidad demográfica 4’5 hab/km2, repartidos en 43 pequeños municipios. Población muy envejecida como consecuencia de movimientos migratorios en los años 70 y 80, clima duro y comunicaciones viarias difíciles por la orografía montañosa, los grandes centros urbanos se encuentran a más de 200 km. Territorio de gran interés geológico y paisajístico, con un importante patrimonio cultural de monumentos, conjuntos urbanos históricos y zonas arqueológicas, producto del legado a lo largo de la historia de diferentes pueblos y sus culturas.
España, joven democracia, desde los años 80 se asiste a un doble proceso de descentralización política con asunción de importantes competencias por parte de las regiones y, con la integración de España en la Unión Europea, delegación de políticas de Estado a las instituciones europeas. Simultáneamente se da un proceso de cambios en el espacio rural europeo con una evolución socioeconómica que parte de una política exclusivamente agraria, basada en la mejora de las estructuras agrarias y sostenimiento de los precios, pasando en los años 90 a una política de desarrollo rural cuyos objetivos son la diversificación de las actividades económicas que contribuya al mantenimiento de la población, conseguir una producción agrícola de calidad, competitiva y respetuosa con el medio ambiente, integrar la gestión del espacio con la valorización del patrimonio natural y cultural.
c. Inicio.
El Ayuntamiento de Molinos, pueblo de 350 habitantes, que ha venido trabajando en la restauración del patrimonio monumental mediante programas formativos con jóvenes en paro y en la dinamización sociocultural con una asociación local, constituye en 1.991 el Centro para el Desarrollo del Maestrazgo para la ejecución del programa Leader de la Unión Europea. El Centro se constituye en un primer momento con 7 organizaciones representativas de la región de Aragón, Gobierno regional, Diputación Provincial, Sindicato de trabajadores regional, Federación de cooperativas agrarias, Asociación de sociedades anónimas laborales, Mancomunidad de promoción turística y el Ayuntamiento de Molinos; entidades que jugarán un papel tutelar en los primeros años hasta la consecución de un tejido social, económico y político en el interior del territorio, que de forma simultánea a la ejecución del programa de desarrollo rural permita la puesta en marcha de nuevas organizaciones que se incorporen para la ejecución de las políticas y la toma de decisiones. A partir de 1.995 una vez que se ha conseguido dinamizar y articular el territorio con nuevas organizaciones, éstas se incorporan a los órganos de gestión y decisión hasta un total de 16 entidades.
El proyecto de desarrollo deberá abordar el apoyo técnico al desarrollo rural, la formación profesional y ayuda a la contratación, el apoyo empresarial al turismo rural, a las pequeñas y medianas empresas, artesanía y servicios, la valorización y comercialización de la producción agraria y la conservación y mejora del medio ambiente y el patrimonio. La redacción del proyecto se realiza con la participación de la población local mediante la realización de asambleas en los municipios en las que participan los alcaldes y concejales de los ayuntamientos y los vecinos del municipio que aportan las ideas de pequeños proyectos y manifiestan las intenciones de realizar inversiones empresariales en los diferentes sectores de actividad. Estas propuestas son articuladas con estudios previamente realizados de planificación regional, lo que permitirá que en la ejecución del programa en los años 1.991-1.994 se realicen las inversiones según ha propuesto la población local. Siguiendo esta metodología en la planificación del período 1.995-2.000 se incorporan también las propuestas de las entidades que se han constituido durante el período anterior.
d. Puesta en marcha.
La dinámica generadora de una movilización social, la asunción del programa de desarrollo por la población local y la vertebración socioeconómica se realiza en diferentes fases:
1ª. Información a la población mediante asambleas, boletines informativos, seminarios y encuentros festivos, que permita comprender los cambios políticos y económicos que se dan en el espacio rural europeo y las nuevas competencias regionales, nacionales y europeas. La información se transmite sobre temas genéricos, aspectos temáticos, políticas sectoriales, y en ámbitos sociales y localidades distintas.
2ª. Generación de inversiones productivas por los promotores empresariales mediante la presentación de proyectos, estudio y asesoría técnica del equipo gestor del Centro y posterior aprobación de sus órganos rectores, Junta Directiva y Asamblea. La ejecución de las inversiones con el diseño del producto y la inserción en los mercados con acciones de promoción conjunta para cada sector de actividad, dado que al tratarse de pequeños productores no es posible una acción individualizada de promoción. Se debe crear un mercado interior mediante la promoción general de todo el territorio que atraiga a visitantes en base a sus valores paisajísticos y el patrimonio, y un mercado exterior al territorio para cada sector de actividad en base a la calidad de los productos locales.
3ª. Formación específica para los promotores económicos y grupos de población con un diagnóstico previo para detectar las necesidades formativas. La formación con cursos de corta duración comprende el conocimiento de los modelos de gestión empresarial y la formación específica para cada actividad concreta. La formación juega un doble papel, como elemento dinamizador y participativo que permite la confianza al empresario de estar acompañado durante todo el proceso, y el aprendizaje de las técnicas empresariales.
4ª. Creación de un tejido socieconómico diversificado, fundamentado en la economía social de pequeñas empresas familiares, que aproveche los recursos endógenos y el saber hacer de la población con inversiones financieras, creando un tipo de empresas donde la unión del trabajo y la cualificación de los recursos humanos sean motor del desarrollo empresarial. Durante los años 1.991-1.994 más de 60 proyectos, en los sectores de madera, hierro, piedra, vidrio, productos cárnicos, secaderos de jamones, embutidos, quesos, aceite de oliva, vino, agua, agricultura ecológica de cereal y frutas, repostería tradicional, hoteles, hostales, restaurantes, albergues juveniles, campings y viviendas de turismo rural. En los años 1.995-2.000 durante el programa de Leader II serán 150 los nuevos proyectos en esos sectores de actividad. Debe considerarse la importancia de la capacidad emprendedora y de autoconfianza en el programa de desarrollo teniendo en cuenta que se trata de una población de sólo 13.000 habitantes con alto grado de población envejecida.
5ª Vertebración de los sectores de actividad económica, promoviendo la creación de asociaciones de productores y su vinculación sectorial a organizaciones externas, que sitúan a los promotores en el mercado global. En 1.995 se crean la Asociación de Empresarios Agroalimentarios del Maestrazgo, la Asociación de Empresarios Turísticos del Maestrazgo, La Asociación de Viviendas de Turismo Rural (Maestur), la Asociación de Empresarios de Pequeñas y Medianas Empresas, la Asociación de Artesanos del Maestrazgo.
e. Realización.
La correcta aplicación del programa de desarrollo en tanto que movilizador social, generador de inversiones productivas y articulador de las políticas municipales, debe establecer canales participativos que impliquen a las entidades locales en la toma de decisiones y favorecer la vertebración de los sectores económicos emergentes. El proceso debe generar la creación de estructuras permanentes que ejecuten programas autónomos dentro del proyecto global, de forma que partiendo de unas acciones homogéneas conducen a un programa de trabajo y éste a una estructura permanente para la ejecución de políticas sectoriales.
El Maestrazgo ha establecido varios ejes de trabajo y estructuras que desde lo local, aplicando el principio de subsidiariedad (toma de decisiones al nivel más apropiado: local para el desarrollo rural endógeno), articula las políticas regionales, nacionales y comunitarias para su propio territorio.
1. Un espacio de identidad. Definición de un espacio de trabajo homogéneo y estructurado en base a condicionantes geográficos y económicos, 43 municipios que se subdividen en cuatro zonas más reducidas en términos operativos, estableciendo la agrupación de los municipios en mancomunidades de servicios públicos. La creación de una imagen de marca para el Maestrazgo, que sea reconocible en todos sus productos y asumida por la población. Recuperación de la historia y promoción de actividades culturales como elemento de reconocimiento de pertenencia.
2. Gestión integral del espacio rural. Reconsiderar la gestión tradicional del espacio es compatible con el fomento de nuevas actividades que se muestren respetuosas con la situación medioambiental de la zonas, cuya protección y conservación está en la base de la creación de nuevos empleos y la valorización de otros oficios basados en conocimientos tradicionales. Se constituye el Centro de Gestión Ambiental del Maestrazgo, estructura técnica para la ejecución de políticas nacionales ligadas a la reconversión de la minería del carbón, mediante la puesta en marcha de un Plan de recuperación de riberas en el Parque Fluvial del Guadalope, el cual se constituye mediante la creación de tres Consorcios fluviales participado por los ayuntamientos para la gestión ambiental. Construcción de instalaciones depuradoras para el tratamiento de aguas residuales, restauración de vertidos incontrolados, rehabilitación de espacios degradados, instalación de áreas recreativas y de ocio, repoblaciones forestales, plan de ordenación de usos agrícolas y ganaderos, refuerzo del papel municipal en la gestión del río.
3. La autogestión del patrimonio. Elemento central del programa de innovación rural del Maestrazgo se basa en la estrategia de vincular cultura y desarrollo mediante la creación y potenciación de elementos patrimoniales que se ligan a actividades productivas creando una oferta de turismo cultural y educativo. Se crea el Parque Cultural del Maestrazgo que está constituido por diferentes unidades en los términos municipales en función de su interés arqueológico, monumental, geológico o etnográfico, creando instalaciones que gestionan los Grupos de Acción sobre el Patrimonio locales. Cada una de las unidades temáticas están vinculadas con el resto por nexos comunicantes mediante soportes físicos expositivos e itinerarios temáticos. La dinamización social es una acción clave para que la población gestione el patrimonio como herencia, adopción e invención de soluciones. El patrimonio expuesto, identificado como un recurso simbólico, social y técnico, crea una imagen diferenciada del área que se presenta al mercado exterior sin pérdida de identidad.
4. Productos agroalimentarios de calidad. A la dificultad de la heterogeneidad de las empresas familiares y productos del sector agroalimentario antes enunciados y la difícil comunicación entre las mismas dados los problemas de infraestructuras de comunicación viaria de la zona, hay que añadir las dificultades para la normalización y regulación de los productos, vías de comercialización y distribución débiles, pocas posibilidades de acceso a grandes mercados y problemas para aumentar la producción. La agrupación de 32 promotores en la Asociación de Empresarios Agroalimentarios ha permitido acometer acciones para la calidad del producto, comercialización y distribución, y formación del personal. La calidad se ha orientado a cumplir normas y leyes vigentes en materia alimentaria y de sanidad, asegurando la competitividad del producto, diseñando reglamentos de producción para que los productos puedan acogerse a la “C” de calidad, contando con la colaboración de la Facultad de Veterinaria de la Universidad de Zaragoza y el Instituto Tecnológico de Aragón. La comercialización se ha resuelto mediante la creación de una empresa comercializadora común, la potenciación de una marca e imagen común asociada al territorio “Maestrazgo”, vías de comercialización no convencionales como ferias y mercados en ciudades y fechas señaladas con venta directa al consumidor como factor de promoción, y creación de “La Tienda del Maestrazgo” en Internet para comercio electrónico. La formación técnica ha sido un elemento imprescindible para hacer a los empresarios protagonistas del proceso de mejora de la calidad.
5. Un modelo propio de turismo. La naturaleza de la oferta debe atender a criterios de especificidad y calidad que contemplen la capacidad de carga de la zona, de esta forma la génesis de un turismo cultural y ambiental cumple este principio al establecer una clara conexión entre los promotores empresariales y los proyectos de valorización del patrimonio. Al igual que el sector agroalimentario, 47 promotores constituyeron la Asociación de Empresarios Turísticos con el objetivo de elevar la competitividad de las empresas y contribuir al desarrollo turístico del destino Maestrazgo. Han elaborado un Plan de impulso a la mejora de la calidad, con un programa de consolidación y gestión, un programa de comercialización que atiende a la satisfacción de la demanda por mercados-producto, canales de distribución, ofertas y precios de temporada, imagen y comunicación, un programa de gestión de la mejora con cartas de calidad y sensibilización, y un programa de formación a los recursos humanos de las empresas, informadores turísticos y los responsables de los ayuntamientos y otros agentes sociales.
6. Mantenimiento de la actividad agraria. La actividad agraria sostiene la ocupación del espacio rural como elemento de identidad, pervivencia del paisaje y protección del entorno natural. En el contexto de las políticas agrícolas se incentivan las producciones de agricultura ecológica, y la protección y conservación de la ganadería ovina mediante la creación de Asociaciones de Ganaderos que promueven el control genético de las razas autóctonas para una mejor comercialización con carnes de calidad.
7. Una sociedad de la información para todos. Las nuevas tecnologías de la información constituyen una herramienta clave para desenclavar los territorios rurales. En el Maestrazgo se han realizado múltiples acciones para conseguir este objetivo: apoyo a la instalación de equipos informáticos en las escuelas, programas formativos para los empresarios, instalación de un sistema de videoconferencia en varias localidades de la zona para realizar formación a distancia y reuniones de las asociaciones, boletín electrónico “Buenos Días, Maestrazgo” que reciben 450 destinatarios vinculados al territorio y que les permite informar y conocer las actividades de cada día, sintiéndose partícipes de un proyecto común.
8. La universidad al encuentro del desarrollo. Un territorio aislado y con estructura demográfica débil, la colaboración de los investigadores está siendo fundamental al aportar nuevos conocimientos al territorio, a la vez que implica a la universidad en el desarrollo socioeconómico. Un Convenio de colaboración facilita la participación en todos los ejes del proyecto, y los estudiantes realizan prácticas y estudios en el Centro.
9. La cooperación nacional y transnacional. Los proyectos de cooperación deben responder a los intereses del territorio, siendo fundamentales para abrir a los agentes sociales a nuevas realidades y a la transferencia de conocimientos. En el interior de la región de Aragón se han establecido partenariados con los otros centros de desarrollo rural, asociaciones empresariales, entidades públicas y entidades financieras. La cooperación transnacional ha permitido la realización de proyectos internacionales sobre medioambiente y empleo, agricultura ecológica, creación de una red europea de geoparques, participación en una red de información sobre políticas europeas en el medio rural.
2. El asociacionismo empresarial y las redes en Aragón:
una política de desarrollo rural desde el territorio.
a. Acción.
La región de Aragón ha incorporado después de un período experimental una política de desarrollo rural basada en la gestión desde los territorios por las organizaciones sociales. Los pequeños empresarios de cada zona se han agrupado en organizaciones sectoriales para la promoción y defensa de sus intereses, y los centros de desarrollo se han agrupado en una Red regional que ayuda a la definición de las políticas junto al Gobierno regional. La confianza de la población permite la desaparición de movimientos migratorios desde el campo.
b. Contexto.
Aragón, región del norte de España con 47.664 km2, geográficamente dividada en tres partes distintas, al norte el sistema montañoso de los Pirineos que limitan con Francia, al sur el Sistema Ibérico y en el centro el eje del valle del Ebro. La población de Aragón es de 1'2 millones de habitantes pero el 60% se concentra en la capital regional, Zaragoza, eje central de comunicación entre las áreas más desarrolladas de España: Madrid, Cataluña, Valencia y País Vasco. Los movimientos migratorios han influido en su modelo demográfico, delimitando dos zonas diferenciadas, las zonas rurales envejecidas con bajas tasas de natalidad, alta mortalidad y despoblación (12 hab/km2), y Zaragoza con capacidad industrial y receptora de inmigración.
La región de Aragón dispone de un Estatuto de Autonomía, con un Parlamento regional y Gobierno con importantes competencias políticas: economía, sanidad, agricultura, medio ambiente, industria, educación, cultura y administración local. A comienzo de los años 90 el Gobierno de Aragón comenzó con carácter piloto, en consonancia con la Comisión Europea, a definir una política de desarrollo rural.
c. Inicio.
El éxito en la aplicación del programa Leader en 3 comarcas de Aragón durante los años 1.991-1.994, lleva al Gobierno de Aragón a extender este modelo de desarrollo rural para el período 1.995-2.000 a 13 territorios que suponen una extensión del 59% del medio rural aragonés. Las entidades que gestionan los programas de desarrollo de una forma soberana están constituídas como asociaciones sin ánimo de lucro, regidas por una Asamblea General y una Junta Directiva en la participan ayuntamientos y mancomunidades de municipios, sindicatos, asociaciones empresariales, asociaciones socioculturales, cooperativas agrícolas y personas físicas en algunos casos. Su línea de trabajo pasa por el diseño de una estrategia común y acciones innovadoras para el desarrollo de sus zonas.
Al comenzar el Gobierno de Aragón a extender en la región la política de desarrollo rural, las organizaciones gestoras en los territorios deciden crear en 1.995 la Red Aragonesa de Desarrollo Rural como asociación que agrupa las 13 asociaciones para, en una primera instancia, ser un interlocutor único y sólido con el Gobierno en la aplicación de las políticas, así como extender a todas las zonas las buenas prácticas de los territorios más experimentados en la creación de un tejido social, y que permitan la constitución de agrupaciones de interés económico en el interior de cada zona para una nueva vertebración competitiva ante los cambios en el medio rural europeo.
d. Puesta en marcha.
La Red Aragonesa de Desarrollo Rural se constituye con la finalidad de favorecer los intercambios de experiencias y alentar la cooperación entre la población y las organizaciones de los distintos territorios. Los objetivos de partida son los de integrarse en otras redes españolas y europeas de desarrollo, promover de forma conjunta los productos de todas las zonas, asesorar a las pequeñas y medianas empresas favoreciendo la constitución de asociaciones sectoriales, promover el desarrollo del turismo rural de la región, ayudar al desarrollo socioeconómico de todas las zonas impulsando políticas generales que deba adoptar el Gobierno, intercambiar experiencias y metodología de trabajo entre los diferentes territorios de la región o nacionales e internacionales, realizar una formación y cualificación homogénea para los equipos gestores de los programas de desarrollo y de los trabajadores de las empresas de los territorios.
Los objetivos de partida han sido superados por el trabajo conjunto de todos los territorios al permitir, además de la realización de acciones relacionadas con sus objetivos, la firma de Convenios con entidades financieras para unas condiciones de crédito ventajosas para los promotores de proyectos empresariales y aportaciones económicas para la realización de proyectos conjuntos de todas las zonas, acuerdos formales con la Universidad de Zaragoza para la formación práctica de los estudiantes en el terreno, Convenio con el Instituto Aragonés de Fomento para el asesoramiento técnico a los empresarios para la puesta en marcha de sus proyectos, y colaboración con el Instituto Aragonés de la Mujer para la ejecución de acciones que permitan mejorar las condiciones de las mujeres en el medio rural.
e. Realización.
1. Realización financiera de los programas de desarrollo rural. En el período 1.995-2.000 se han ejecutado en la región de Aragón 3.286 acciones relacionadas con la valorización y comercialización agraria, las pequeñas y medianas empresas, artesanía y servicios, el turismo, la formación y la conservación del medio ambiente y el entorno, con una inversión de 168 millones de euros.
2. Recurso humano: información, formación y dinamización. Los recursos humanos son el fin último del desarrollo, pero también el medio. El éxito del programa depende del grado de participación de la población y de la movilización de los recursos existentes, en definitiva se trata de implicar a la propia población en su propio desarrollo. Para ello se han primado las acciones de información, capacitación y dinamización, siempre intentando despertar el interés de sus habitantes por conocer, valorar y potenciar lo que tiene en la zona en donde vive, teniendo en cuenta la escasa cultura de asociacionismo, cooperativismo y espíritu emprendedor que se ha dado tradicionalmente en estas zonas rurales. Las jornadas de información han sido el primer paso antes de poder mostrar resultados mediante proyectos concretos llevados por los emprendedores, los cuales han sido eficaces al dar confianza a nuevos promotores. Los centros de desarrollo han diseñado amplios programas formativos, con 249 cursos y una asistencia de más de 13.000 personas, relacionados con la informática, gestión empresarial, calidad en turismo rural, transformaciones de productos locales, y acciones destinadas a escolares o jóvenes para concienciar a éstos de las posibilidades que ofrecen los pueblos para fomentar su futura permanencia. La dinamización para favorecer el asociacionismo es un elemento básico para que todos los sectores económicos, sociales y políticos esten organizados y representados en los órganos gestores de los programas, así como un ventaja al estar unidos para lograr objetivos comunes.
3. Fomento del empleo, el tejido empresarial y diversificación de la economía. El medio rural aragonés, basado tradicionalmente en la agricultura y ganadería, ha acometido en diez años una diversificación económica que permite la pervivencia de los habitantes a través de de una oferta más amplia de actividades y profesiones. Las pequeñas y medianas empresas son las que más puestos de trabajo han creado, habiendo sido apoyados desde pequeños comercios, medianas empresas de transformación, construcción, servicios para la población, que teniendo en cuenta la baja densidad demográfica son importantes para los pequeños pueblos los albañiles, fontaneros, electricistas, tiendas, peluquerías. El medio rural detectó muy pronto las posibilidades que ofrece el turismo de interior como motor de desarrollo lo que ha permitido un espectacular crecimiento de alojamientos rurales y otros establecimientos turísticos, requiriendo un trabajo simultáneo en dotar a cada zona de unas infraestructuras que las hagan atractivas como restauración de entornos urbanos y edificios emblemáticos, señalización de itinerarios, creación de museos y centros de interpretación, edición de libros, guías y folletos de promoción, apoyo a las estructuras asociativas locales. El turismo rural ha hecho posible superar el aislamiento de los pueblos y creado economías complementarias que han facilitado la participación de la mujer en el mundo laboral. El apoyo a las instalaciones turísticas ha sido realizado no sólo con el objetivo de crear nuevas plazas de acogida sino que debe imperar los criterios de calidad como es el caso de hoteles con encanto y hospederías, la oferta para el público joven relacionada con el deporte y actividades en la naturaleza mediante campings, albergues y refugios de montaña, apoyado por empresas de tiempo libre. Por último, la valorización de los productos locales con empresas de productos agroalimentarios es el sector que más proyectos empresaruiales han sido apoyados como las queserías, embutidos, productos de repostería, conservas, mieles, vinos y licores, y los que no dependen de ayudas de la Política Agraria Comunitaria de la Unión Europea como son los de agricultura ecológica y plantas aromáticas y medicinales para la transformación en esencias.
4. El asociacionismo empresarial. Un proceso que había sido validado en la comarca del Maestrazgo en el que, una vez puestas en marcha en los primeros años de su programa de desarrollo numerosas empresas en diferentes sectores de actividad , se promovió en 1.995 la agrupación de las mismas de forma sectorial, en el resto de las zonas el asociacionismo empresarial ha sido más rápido. En el período 1.995-2.000 se han creado en Aragón promovidas por los centros de desarrollo rural 3 Asociaciones de Empresarios Agroalimentarios, 2 Asociaciones de Productores de Agricultura Ecológica, 6 Asociaciones de Pequeñas y Medianas Empresas, 7 Asociaciones de Turismo Rural, así como han recibido el apoyo para sus actividades más 180 entidades sociales. En estos momentos comienza un período en que las diferentes asociaciones sin necesidad de la tutela de los centros de desarrollo de las zonas comienzan a trabajar juntas para la defensa de sus intereses sectoriales ante la Administración regional y la preparación de propuestas económicas conjuntas.
5. Mostrar y promover el trabajo en común. Además de la presencia conjunta en ferias nacionales y seminarios formativos, se requiere presentar a toda la población de Aragón el medio rural como algo vivo, por ello se editan 4.000 ejemplares de la revista trimestral Terrarum en el que se recojen la opinión de políticos y expertos, temas monográficos, buenas prácticas, actividades, la cooperación regional y transnacional, la incidencia de las nuevas tecnologías, cursos y publicaciones.
6. Red de redes. La cooperación entre las diferentes organizaciones que gestionan el desarrollo rural en Aragón ha marcado un camino para otras regiones en España: la Red Española de Desarrollo Rural que agrupaba en su origen a los centros de desarrollo de forma individualizada ha modificado su composición y estructura de funcionamiento de forma que ha pasado a ser una agrupación de Redes Regionales, las cuales se han constituído siguiendo el modelo de la Red Aragonesa de Desarrollo Rural, y en consonancia con las competencias que tienen las regiones en el Estado español.
7. Hacia una política general de desarrollo rural. Vista la experiencia de los años precedentes, el Gobierno de Aragón ha acordado impulsar durante los años 2.001-2.006 para todas las zonas rurales de Aragón (90% del territorio) la puesta en marcha de programas de desarrollo que sigan el mismo modelo y metodología, para lo cual se van a destinar 108 millones de euros de fondos públicos que serán gestionados directamente desde los territorios.
European AgriCulture
Convention
Brussels 6/7 June 2002
Mateo Andrés,
Maire de Molinos, Aragon, Espagne
Directeur du Réseau Aragonais de Développement Rural
petits d’entre les petits, grands d’entre les grands.
Euripide
Les Montagnes Ibériques de Teruel, Los Monegros de la Vallée de l’Èbre, le Sobrarbe et le Ribagorza dans les Pyrénées, qui sont des régions rurales dépeuplées et dynamiques d’Aragon, collaborent avec la Comunitá Montana di Cadore dans les Dolomites du Veneto, pour la mise en oeuvre de projets pilotes de développement territorial dans les zones de montagne de Charenzdavan en Arménie, Ganja en Azerbaïdjan et Borjomi en Géorgie, sous les auspices du Conseil de l’Europe. Des contextes géographiques et politiques différents, mais des problématiques sociales, démographiques, économiques, culturelles et environnementales similaires pour les populations, prenant en compte les distances entre espaces géopolitiques, niveaux de développement et d’articulation démocratique entre états, régions et territoires, situés entre l’Ouest et le Sud de l’Europe et ses frontières avec l’Asie.
La mise en oeuvre de projets de développement rural avec la participation conjointe des citoyens et des représentants politiques des territoires, mettent en évidence que le transfert de connaissances et de pratiques, et la coopération transnationale décentralisée avec des partenariats horizontaux et égalitaires, sont possibles quand est réalisé un travail conjoint entre l’Union, les Etats, les Régions et le Territoire. La construction européenne se réalise non seulement dans les institutions européennes mais également entre les citoyens. Aussi la méthode se base-t-elle sur la participation, la prise de responsabilités et la gestion par la population de l’intérêt public, dans un milieu rural qui souffre le changement le plus important et radical depuis la révolution du néolithique. La synthèse entre démocratie représentative et démocratie participative : le partage, par les représentants politiques locaux et les responsables sociaux du développement du territoire est un instrument central de l’approfondissement démocratique. Nouvelles formes de gouvernance et transparence.
Les territoires ruraux, en appliquant le principe de subsidiarité, articulent les politiques du bas vers le haut avec le niveau régional, le niveau national et le niveau européen, pour la mise en oeuvre de programmes de développement rural qui permettent une diversification économique en accord avec les ressources locales et respectant des critères de qualité pour les produits agroalimentaires, artisanaux, industriels, touristiques et de services, mais aussi l’organisation de ces secteurs d’activités dans les territoires pour la commercialisation et la promotion dans une économie sans frontière, la formation permanente des entrepreneurs en fonction de leurs besoins et la collaboration mutuelle avec les universités, des politiques environnementales adaptées à la nature des espaces et des pratiques locales de respect du milieu pour le maintient de la biodiversité, l’implantation des technologies de la société de l’information pour le désenclavement des territoires, la reconstruction d’une identité avec son très important patrimoine historique et culturel dans un contexte globalisé, et en définitive, l’innovation avec une nouvelle articulation sociale pour une qualité de vie à la campagne.
Le renforcement du développement rural, second pilier de la PAC, en appliquant des politiques en accord avec la méthodologie de l’initiative communautaire Leader dont l’efficacité à un caractère démonstratif, comme le fait remarquer l’Assemblée des Régions d’Europe dans ses recommandations pour la Convention Européenne, doit être complété par des politiques du premier pilier de la PAC avec sa modulation obligatoire et le renforcement de l’éco-conditionnalité, tel que l’établit la Résolution approuvée par le Parlement Européen sur le développement rural dans le cadre de l’Agenda 2000, qui puissent permettre la multifonctionnalité de l’agriculture de qualité et de l’élevage de races autochtones bénéficiant d’une traçabilité, et ainsi améliorer leurs aspects économiques et de production, environnementales et d’entretien des paysages, sociales et cela pour une identité prospective. Chacun des deux piliers en relations de complémentarité et d’égalité budgétaire, pour renforcer les négociations au sein de l’Organisation Mondiale du Commerce concernant les limitations du soutien des prix agricoles, et faciliter l’élargissement européen vers les pays de l’Est, le maintien du modèle social européen et celui du peuplement des zones rurales. Le gouvernement d’Aragon, comme d’autres régions espagnoles, transfère et renforce les ressources financières du Programme de Développement Rural auquel participent la Commission Européenne et le Ministère de l’Agriculture du gouvernement espagnol, pour sa mise en oeuvre dans les programmes Proder, étendant ainsi le modèle Leader à l’ensemble des territoires aragonais et espagnols.
Les politiques d’aménagement du territoire et environnementales sont inséparables de la politique de développement rural. Conformément aux principes de cohésion, il doit être utilisé une nouvelle typologie des zones rurales correspondant à différents niveaux de cofinancement communautaire, sur la base de leur niveau de ruralité, densité démographique, niveaux de rente et de développement économique des territoires, en oubliant l’actuelle classification de régions objectif 1 et hors objectif 1, comme la statistique paradoxale du Maestrazgo avec 3 hab./km2, de même que les autres territoires des provinces de Teruel et Huesca dans la région d’Aragon, et envisageant la diversité de la réalité des territoires européens. Par ailleurs, le maintien de la durabilité des espaces doit, également, considérer les changements que des interventions peuvent générer dans les secteurs sociaux, économiques, environnementaux et culturels pour la population qui vie en milieu rural, comme c’est le cas pour l’Espagne du Plan Hydrologique National, qui modifie les relations des habitants des territoires/ comarcas d’Aragon et d’autres régions, en renforçant la spécialisation d’autres territoires et régions aux productions agricoles intensives et tourisme de masse pour des marchés supranationaux et contribuer au dépeuplement de l’Espagne intérieure.
La décentralisation politique de l’Etat vers les Régions dans un processus dynamique établi par la Constitution espagnole dans une démocratie jeune et en construction, et la décentralisation politique de la Région et de la Province vers les "Comarcas” établie par le Statut d’Autonomie d’Aragon et les lois du Parlement d’Aragon, constituent un modèle qui doit être complété par une Constitution européenne, qui permette la prise en charge des compétences à chaque niveau politique en accord avec le principe de subsidiarité et en relations dynamiques de construction européenne entre l’Union, les Etats, les Régions et les Territoires. La complémentarité des politiques des territoires qui s'appuie sur les compétences publiques des “Comarcas”, exercées par les élus locaux dans la région Aragon, et les centres de développement, qui ont le même périmètre territorial d’action et avec la participation de la population locale organisée, pour la définition et la gestion des programmes de développement rural, est un paradigme des processus et tendances qui sont en cours dans d’autres régions d’Europe au travers de Conventions et Chartes avec les Territoires, qui renforcent la participation démocratique des citoyens ainsi que la politique de développement rural.
La méthodologie du développement endogène est mise en oeuvre dans des systèmes politiques dynamiques, concevant la société comme un système dans lequel les actions conduisent à des programmes et ceux-ci à la création de structures opérationnelles pour l’exécution de politiques sectorielles dans le territoire, c’est à dire, un processus dynamique et systémique. La mobilisation sociale de la jeunesse rurale vers les valeurs locales, globales et modernes, et de la femme travailleuse pour les initiatives entrepreneuriales, ainsi que l’intégration des immigrés en relations d’égalité, garantissent le maintient des populations en milieu rural. De même, les réseaux régionaux de développement rural, avec des conventions avec les entités financières, entrepreneuriales, de recherche, et pour la coopération transnationale, doivent s’articuler avec les réseaux nationaux, et les réseaux européens, comme le réseau de Centres européens d'information et animation rurale de la Commission Européenne.
Petits d’entre les petits, grands d’entre les grands. Nous pensons global pour pouvoir agir localement, parce que chaque village/ peuple est le centre du monde.
Textos Pierre MayrandProposition de définition des trois ateliers du MINOM :
Gestion participative
Où en sommes-nous avec le concept de participation mis de l'avant dans les années 70. A-t-il évolué? Prend-t-il de nouvelles formes? Quelles sont les méthodes et les techniques expérimentées? Quels en sont les résultats pour la conservation et le développement durable des communautés engagées par ces processus valorisées par l'organisation du musée communautaire ou de combat.
Démocratie participative
Quel rôle joue la gestion participative favorisée par le musée communautaire dans l'apprentissage de la vie démocratique et de la citoyenneté, dans la responsabilisation de l'individu et de la collectivité locale aux enjeux socioculturels, politiques et économiques de la démarche de la démocratie participative? Témoignages.
Terminologie du MINOM
À partir des travaux des groupes de travail sur la terminologie de la muséologie sociale véhiculée par le mouvement, quels consensus peut-on établir sur le caractère propre des usages propres à cette muséologie, de même que sur un certain nombre de termes ou de concepts communément employés qui distinguent cette terminologie de la terminologie reconnue par la communauté muséale? Peut-on en dégager, pour une meilleure compréhension du système dans lequel cette terminologie s'insère, un essai de typologie des nouvelles muséologies sociales?
Quelques essais supplémentaires de définitions
Économie sociale
Transfert des moyens de production et d'une partie de la richesse commune au profit des initiatives communautaires favorisant les plus démunis et faisant contrepartie au système économique établi, rétablissant le partage dans les décisions concernant la qualité de vie et le développement d'une communauté. Les muséologies sociales et communautaires lui servent d'appoint au plan de la médiation.
Développement durable
Un développement qui tienne compte de l'équilibre entre la ressource (humaine et matérielle) et les besoins à long terme des populations qui en revendiquent la gestion. Le concept du patrimoine de développement en est un agent essentiel.
Vie associative
Caractéristique des organisations volontaires favorisant l'apprentissage démocratique et renforçant la cohésion sociale. La gestion associative du musée communautaire en est une des expressions les plus dynamisantes.
Recherche (dans la 3e catégorie proposée par Hugues)
Processus intellectuel ou empirique par lequel le musée fonde sa réflexion sur des objectifs concernant la mission qu'il s'est donné en relation aux questions qui intéressent la communauté (locale ou mondiale).
Objet
Pouvant être le sujet servant de référence à la recherche et à la diffusion, ramenant à soi ou à l'autre profonds (Gabu)
Culture et démocratie
participative
Thème du Xe Atelier international du MINOM
TEXTE DE MISE EN SITUATION
Pour servir à la préparation du Xe Atelier
La démocratie et la participation (responsabilité partagée) sont affaire de culture. Toutes deux sont le résultat d'un apprentissage, mais elles obéissent également aux traditions culturelles et politiques d'un groupe 9pays, région, cité). Si la démocratie résulte du libre choix, de l'égalité des chances et de l'exercice responsable de la citoyenneté, la participation consiste dans l'étendue de la voix qui est donnée (revendiquée ou prise) aux individus et aux collectivités dans les prises de décision et dans la gestion des affaires communes. La culture d'un groupe (peuple, nation, collectivité locale) s'enrichit des acquis du processus d'apprentissage et de compréhension de la maîtrise de la vie démocratique. Cette capacitation se révèle dans doute sa plénitude par un regard lucide sur le présent projeté dans l'avenir (le projet, l'utopie).
Pour sa part, la muséologie communautaire, dans son acceptation sociale, éducative et populaire, qu'elle relève de l'écomuséologie ou, de façon plus large, de la muséologie participative, coopérative ou engagée, est devenue depuis plusieurs décades le terrain d'apprentissage, par la base, du pouvoir de communication par l'engagement de l'institution ou de l'organisation muséale, devenue une entreprise de développement global, dans la résolution des enjeux de société (Déclaration de Santiago du Chili, 1972, s'élevant de façon non équivoque contre le neutralisme traditionnel du musée).
L'exposition, devenue l'outil de combat et de transformation privilégiée de cette muséologie, qualifiée de nouvelle muséologie ou de muséologie sociale, véhiculée par un mouvement international structuré en réseaux (MINOM / ICOM / Unesco), fortement ancrée dans des contextes précis (Santa Cruz de Rio, Nayarit, Jornadas, principalement, aujourd'hui, au Brésil, au Mexique et au Portugal), possédant ses théoriciens et ses praticiens de stature internationale. Mondialisation, développement durable, diversité culturelle, altermondialité, demeurent des principaux champs d'interrogation et d'expérimentation de la muséologie partagée, les principes qui la nourrissent étant la solidarité et la spécificité.
Pierre Mayrand, Écomuséologue, Secrétaire général du MINOM, Le 17 février 2004
Compte rendu synthétique du groupe
de travail québécois sur le projet d'un lexique des termes propres à la nouvelle
muséologie, dans sa dimension sociale.
Rencontre tenue le 11 mars 2004, à l'Écomusée de la Maison du Fier Monde, à
partir de 12h.
Un état des démarches, accompagné d'un dossier est présenté aux deux René,
moins familiers avec les projet : Décision de Cacem, formation de groupes au
Mexique et au Québec, échange de correspondance avec André Desvaillées et Hugues
de Varine, informations transmises aux administrateurs associés, la liste des
définitions déposées par Pierre et Jean-François dans les trois catégories
suggérées par Hugues, compilation de termes et d'expressions tirées de
différents ouvrages (ceux de Hugues, de loin les plus diversifiés et pertinents).
Nous attendons toujours les définitions annoncées par le Mexique et les
réactions aux essais de définition déjà déposés.
Bien que la plupart des concepts recouvrant cette terminologie remontent aux
années 50-70, nous partons du principe qu'ils ont toujours une valeur, du moins
historique, pour le mouvement, à conjuguer avec les concepts plus récents. Selon
une bonne compréhension épistémologique du mouvement, fondé en 1984, et précédé
par des initiatives marquantes, il serait difficile aux nouveaux adhérents d'en
comprendre la philosophie et l'esprit : une philosophie qui, loin d'être
monolithique, prend tous son sens dans les contextes régionaux : Centrifuge,
participative, utopique, active, favorisant la capacitation et l'appropriation
dans la résolution critique des questions que se pose une communauté.
Ceci amène le groupe de travail à se pencher sur le concept de "libération"
appliqué à la muséologie sociale (fortement lié au processus d'éducation
populaire) à recommander la prudence dans l'association de termes (muséologie
sans frontières / médecins sans frontières - théologie de la libération /
muséologie de la libération).
En examinant quelques essais de définition, proposés depuis 2001 par les
associations de musées, on se rend facilement compte de la longueur d'avance de
la réflexion entreprise par plusieurs dans le mouvement (n'étant pas encore en
mesure d'évaluer le travail accompli par Desvallées depuis dix ans.
Le transfert des concepts associés (2e catégorie) dans la définition des
termes usuels de la nouvelle muséologie ou de la muséologie conventionnelle (développement
local - muséologie de développement territorial / économie sociale - muséologie
sociale).
Tous conviennent que, malgré leurs positions idéologiques, l'heure n'est plus
à la confrontation radicale entre l'institution et le refus de l'institution,
mais aux rapprochements amorcés dans les années 90, compte tenu de la crise
générale des sociétés. L'idée de la contamination positive a cependant toujours
sa place dans la défense des principes fondamentaux de la nouvelle muséologie.
Le projet d'un lexique devrait servir, en même temps que la clarification de
nos propres idées, à faire connaître les méthodologies et d'en faciliter les
transferts. Les exemples de la Suède, du Mexique, du Fier Monde et du Centre
d'Histoire de Montréal sont évoqués.
Il est convenu de réfléchir sur l'expression "muséologie des idées", un thème
à l'ordre du jour du prochain congrès de l'AMC et qui serait repris à Séoul par
René Rivard.
Pierre Mayrand (Veuillez me corriger, s'il y a lieu)
LES PARAMÈTRES DU MUSÉE COMMUNAUTAIRE
Document
de réflexion.
MINOM/SEMMA/GIS-SMQ,
2 et 3 mars
1991,
St-Pierre Baptiste
(Québec)
Peut-on formuler des paramètres d'application générale à une démarche qui
prétend échapper aux normes, à se plier aux circonstances et aux contextes
spécifiques, à résister à tout glissement institutionnel, à recevoir des
qualificatifs qui en restreignent la liberté de manœuvre (éclaté, de
développement…)?
S'il est dangereux, à mon avis, de se donner des paramètres immuables, de fixer
a priori les règles de conduite du musée communautaire, de risquer de faire
ainsi le jeu des normes établies, aussi minimales qu'elles puissent être
(professionnalisme, reconnaissance, cohérence, efficience…), il n'est pas moins
nécessaire, peut-être, de tracer la configuration générale des spécificités du
musée communautaire dans la nature de ses relations avec une communauté
territoriale et du processus évolutif de la démarche muséologique qu'elle
sous-tend, d'établir la distinction entre le musée communautaire et la
muséologie parfois qualifiée de populaire.
Configuration
générale des spécificités
1.
Degré d'ancrage dans la communauté (relations,
administration, participation, personnel, financement…)
2. Degré d'écoute de la part de la communauté (intérêt manifesté, demandes spontanées de collaboration, présence active des médias, doutes exprimés…)
3. Évidence des caractéristiques communautaires (telles que reflétées par le personnel et par les lieux…)
4. Correspondance des caractéristiques générales aux caractéristiques de la communauté (mentalité, moyenne de rémunération correspondant à la moyenne régionale, âge et sexe, modes de communication…)
5. Degré d'assimilation des méthodes en usage dans les groupes reconnus à vocation communautaire (pression, animation culturelle et sociale, défense, éducation populaire…)
Le processus
muséologique
1. Point de départ dans une situation non muséologique (rassemblement, crise, identité…)
2. Choix de la muséologie comme mode de communication et d'animation, d'apprentissage du travail en groupe (exposition, thématique, installation, organisation d'un événement, structuration d'un événement…)
3. Atteinte du niveau de qualification d'un ou de plusieurs éléments du processus, perçus comme le résultat d'un cheminement collectif.
4. Degré d'interrogation suscité par le processus sur des enjeux qui se situent en dehors de la démarche proprement muséologique (relations de travail, système éducatif, domination technocratique, rapports hiérarchique…)
5. Transfert de l'activité muséologique dans le champ individuel ou collectif d'interventions auprès de l'environnement social de la communauté.
6.
Investissement des énergies et des apprentissages autonomes
dans d'autres sphères d'activité (famille, entreprise, milieu associatif,
concertation régionale et locale…)
Jean-François Leclerc
LE MUSÉE ET CERTAINES DE SES FONCTIONS SELON
UNE PERSPECTIVE DE NOUVELLE MUSÉOLOGIE
LE MUSÉE ET CERTAINES DE SES FONCTIONS SELON UNE PERSPECTIVE DE NOUVELLE MUSÉOLOGIE
NOUVEAU MUSÉE : un outil de développement social au service d’une population ou d'une communauté (de territoire, de travail, d'origine, de condition, etc.), suscité ou créé par cette population et communauté, ou par des muséologues à sa demande. Le nouveau musée utilise principalement le patrimoine et les moyens muséologiques, traditionnels ou non, comme moyen d'atteindre les objectifs que la communauté s'est fixée. Le nouveau musée se construit sur une connaissance claire des enjeux et des forces internes et externes qui jouent contre la communauté et ses membres dans un contexte donné, menaçant ou son existence, ou son développement, ou sa capacité de s'adapter et d'évoluer.
NOUVELLES MUSÉOLOGIES : moyens et processus d'action muséologiques utilisés par le nouveau musée pour atteindre les objecfifs que s'est donnée la communauté. Moyens et processus d'action muséologiques utilisés dans une pespective de développement d'une communauté par d'autres types d'institutions muséales que le nouveau musée, ou par des groupes, communautés, ou acteurs culturels, sociaux dans le cadre de leur pratique ou action.
COLLECTION : le patrimoine matériel et immatériel d’une population ou d’une communauté qui lui permet de retrouver, de redéfinir ou de bâtir son identité, sa mémoire, de réfléchir sur son passé et son avenir, et de développer des moyens d’action pour changer le présent.
RECHERCHE : action réalisée par la communauté sur son patrimoine matériel et immatériel, avec la collaboration de muséologues ou par elle-même, pour se questionner, réfléchir sur son passé, son présent et son avenir, et résoudre les problèmes qu’elle juge importants.
MÉDIATION CULTURELLE : actions et activités d'échange et de communication entre tous les participants du nouveau musée – muséologues, communautés et sous-groupes, individus, et avec des indivifus, institutions, groupes présents dans l'environnement proche ou éloigné du nouveau musée, destinées à faciliter le processus et l’atteinte des objectifs de développement et de changement dans le quotidien des populations.
PUBLIC : membres de la communauté qui travaillent à l'existence du musée ou personnes ou groupes qui sont en contact avec ce travail dans le cadre des activités du nouveau musée.
CONSEIL D’ADMINISTATION : (à travailler)
MARKETING : activités de communication et d'échange utilisant des outils de marketing classiques ou autres, destinées à susciter l'adhésion de la communauté locale ou d'autres participants au nouveau musée, où à éveiller chez les autres personnes, groupes, communautés, leur potentiel de sympathie et d'appui pour le nouveau musée et d’action dans leurs propres communautés.
COMMUNAUTÉ : Groupe d’individus reliés par des intérêts communs - un territoire, une origine ethnique, une génération, une condition, une forme d’oppression ou d’ostracisme, un problème circonstanciel, un travail ou tout autre élément suscitant son autoreconnaissance comme collectivité.
Raúl Andrés Méndez Lugo
RECUPERACIÓN DEL PATRIMONIO Y FUNCIÓN
SOCIAL, EJE DE LOS MUSEOS COMUNITARIOS EN MÉXICO
A 30 años de su origen, la concepción del museo comunitario en México está
permitiendo el surgimiento de nuevos enfoques metodológicos, innovadoras formas
de promoción y organización social, así como modernos esquemas de financiamiento
para alcanzar la doble vertiente de su creación: la recuperación del patrimonio
y cumplir una función social.
Los museos comunitarios de México, junto con los ecomuseos de Canadá y Francia, son los pioneros de la nueva museología internacional, cuyas bases operativas son: territorio-patrimonio-comunidad, afirmó el antropólogo Raúl Andrés Méndez Lugo, director del Centro INAH-Nayarit, en su estudio titulado Teoría y Método de la Nueva Museología Mundial.
Asimismo, dijo que promover la nueva museología es reconocer que el recinto cultural es una institución permanente, sin fines de lucro, al servicio de la sociedad y de su desarrollo, abierta al público; que adquiere, conserva, investiga, difunde y expone los testimonios materiales del hombre y su entorno para la educación y el deleite del público visitante.
La nueva museología mundial, informó el antropólogo, tuvo su origen en 1971, cuando se llevaron a cabo dos importantes reuniones del Congreso Internacional de Museos, y por otro lado la IX Conferencia Internacional en Grinoble, Francia.
En dicha asamblea participaron dos importantes museólogos, guiados por el concepto de museo integral: Hugues de Varine-Bohan, francés, y Mario Vázquez Ruvalcaba, mexicano.
El primer ejemplo de dicha propuesta tuvo lugar en Borgoña, Francia, con el Ecomuseo de la comunidad urbana de Le Creusot-Montceau-les-Mines, creada en 1969 y que reunía 16 comunas.
Asimismo, agregó Méndez Lugo, por su parte Pierre Mayrand, museólogo de Québec, Canadá, coordinó la experiencia del Ecomuseo de Haute-Beauce, hermano de los museos comunitarios de México, ya que éstos han tenido la oportunidad de reunirse en diversas ocasiones para intercambiar y discutir las posibilidades de la nueva museología en el contexto cultural de cada región.
En ese momento se gestó la concepción de lo que hoy se conoce como Ecomuseo; y como consecuencia de ello, en 1972, en Santiago de Chile, surge el documento: "Resoluciones de la Mesa Redonda sobre el Papel y el Desarrollo de los Museos en el Mundo Contemporáneo", donde se acordó desarrollar experiencias al respecto de la nueva museología,
Por tal motivo, Méndez Lugo aseveró que hablar de nueva museología es reconocer la importancia y el papel histórico que ha jugado el Consejo Internacional de Museos (ICOM), organismo máximo de los recintos y la museología en el mundo.
Entre las conclusiones de los participantes sobresale entender que el museo tradicional es producto de un espacio y tiempo determinado, que seguirá existiendo y coexistiendo durante el tiempo que duren los procesos de transición a la democracia, sostenidos o transformados por los intereses y las necesidades inherentes a quienes hacen posible su existencia.
Así, en el desarrollo de la Mesa Redonda de Santiago de Chile se manifestó que la función básica de los museos es ubicar al público dentro de su mundo para que tome conciencia de su problemática como hombre-individuo y hombre-social, de tal manera que la recuperación del patrimonio deberá, ante todo, cumplir una función social.
Hugues de Varine, durante su participación en el congreso internacional, afirmó que antagónicamente a la definición de lo que es un museo tradicional, este no debía considerarse un edificio, sino una región; no una colección sino un patrimonio regional, y no un público sino una comunidad participativa. De ahí el triángulo de soporte de la nueva museología: territorio-patrimonio-comunidad".
A raíz de este congreso, el Instituto Nacional de Antropología e Historia reunió ambos proyectos experimentales en el Programa para el Desarrollo de la Función Educativa de los Museos (Prodefem), integrado por un equipo interdisciplinario donde participaron, además de Méndez Lugo —autor del presente estudio—, historiadores, psicólogos, pedagogos, profesores de educación primaria, museógrafos y biólogos, entre otros especialistas.
En
México, el INAH inició dos proyectos experimentales en los años setenta: uno, el
proyecto denominado "La Casa del Museo", dirigido por Vázquez Ruvalcaba, que
tuvo como objetivo fundamental cumplir con los compromisos acordados en Santiago
de Chile; es decir, integrar el museo a la comunidad.
La Casa del Museo se
extendió a varias colonias populares de la Ciudad de México durante ocho años,
lo cual produjo una concepción teórico-metodológica de lo que posteriormente
derivaría en la aparición del museo comunitario en diversas regiones de la
República Mexicana.
El otro proyecto experimental fue el Programa de Museos Escolares que se extendió a un número importante de escuelas en distintos estados del país, alcanzando cientos de este tipo coordinados por el museógrafo Ier Larrauri.
Y consistía en promover con maestros, alumnos y padres de familia la formación de pequeños espacios museales, que tuvieran como objetivo fundamental convertirse en auxiliares didácticos para una mejor comprensión y desarrollo del programa oficial de educación primaria, sobre todo en las áreas de Ciencias Sociales y Naturales; para ello se diseñó un guión que consideraba la trilogía hombre, ambiente y cultura.
Durante esta época, informó el director del Centro INAH-Nayarit, se habló por primera vez del ente de la nueva museología en México; los recintos escolares como programa desaparecieron, y se inició la aplicación práctica de la concepción del museo comunitario, herencia directa de la experiencia de la Casa del Museo.
Posteriormente se reestructuró el Programa Nacional de Museos Comunitarios y se creó una Coordinación Nacional conforme un convenio de colaboración entre el INAH y la Dirección General de Culturas Populares, del Consejo Nacional para la Cultura y las Artes (Conaculta), órgano rector de la política cultural del Gobierno de la República.
Actualmente, el Programa Nacional de Museos Comunitarios está en proceso de descentralización mediante las Unidades Estatales de Culturas Populares dependientes de los Gobiernos de los Estados.
Por esta razón, la concepción del museo comunitario en México está configurando una riqueza mayor en términos teóricos y prácticos, ya que el debilitamiento de una Coordinación Nacional que marcaba las líneas de acción "desde el centro", está permitiendo el surgimiento de nuevos enfoques metodológicos, nuevas formas de promoción y organización social, nuevos esquemas de financiamiento.
Y agregó: lo más importante son las nuevas experiencias museológicas ligadas al desarrollo sustentable de las comunidades, como en el caso de algunos estados donde el desarrollo económico, social y político específicos influyen, de una u otra manera, en el replanteamiento de las estrategias de desarrollo y consolidación de la nueva museología mexicana, concluyó.
Raúl Andrés
Méndez Lugo
Guía general para la investigación, el diseño, la producción y el montaje de
museos comunitarios en el estado de Nayarit
PRIMERA PARTE
1.1 PRESENTACIÓN
En este primer apartado se debe dejar claro el porqué, el qué y el para qué del Museo Comunitario, donde el sentir mayoritario de la comunidad quede plasmado a través de la palabra, el color y las imágenes que ésta proponga y decida.
1.2 INTRODUCCIÓN GENERAL
Inmediatamente después el discurso del museo continúa con este apartado donde se explica su contenido expresado simbólicamente, para que el usuario conozca y comprenda los objetivos generales y particulares del museo y esté consciente de sus alcances y limitaciones.
SEGUNDA PARTE
2.1 UBICACIÓN GEOGRÁFICA
En esta sección debe quedar bien claro que lo que se pretende ubicar en el espacio es la comunidad-objetivo, tomando como base la región, el municipio, la entidad federativa ó entidades, la región nacional a que pertenece, el país, el continente y el mundo en su conjunto, tomando en consideración que lo que interesa es propiciar la socialización de un conocimiento nuevo, como es el geográfico. Es importante y necesario que este recurso museográfico sea lo más didáctico posible y documentado.
2.2 DATOS BÁSICOS DE LA POBLACIÓN
En esta sección se debe partir con la interrogante de ¿Quiénes somos? y ¿Cuántos somos? Por edad, sexo, estado civil, número de familias, pertenencia étnica, etc. Tal vez existan otros datos de la población, sin embargo, se recomienda que se ubiquen en el apartado del aspecto social, como es el caso de educación, salud, vivienda, etc.
2.3 MEDIO AMBIENTE Y RECURSOS NATURALES
Este apartado está pensado para ilustrar el entorno ecológico de la comunidad, como es el conjunto de especies propias de la flora y fauna silvestre y ecosistemas, así como los aspectos geológicos, hidrológicos, orográficos, etc. de la región. Es importante identificar donde sea necesario los problemas, causas y efectos relacionados con el tema o temas abordados en cada sección, información obtenida previamente de los diagnósticos y autodiagnósticos comunitarios y de las fuentes de información académica y científica.
2.4 CONCLUSIONES PARCIALES
El discurso museológico y museográfico debe plantear conclusiones muy concretas e ilustrativas, lo cual nos permita ligarlas con el apartado de las perspectivas a corto, mediano y largo plazo, las cuales queden planteadas como líneas de acción factibles de llevarlas a cabo, con un sentido de colaboración entre la comunidad y las instituciones gubernamentales, privadas y de la sociedad civil.
TERCERA PARTE
3.1 ASPECTO ECONÓMICO
En esta sección se deben plantear las actividades productivas de la comunidad, las principales y las secundarias, como son las relacionadas con la agricultura, la ganadería, la pesca, la caza, la recolección, la agroindustria, la industria, la manufacturera, la artesanal, la minería, la silvicultura y forestal, etc. Es importante en este apartado, identificar los índices de empleo, subempleo y desempleo, la población económicamente activa, el producto interno bruto, la comercialización, intercambio y transportación, precios, excedentes, déficit ó superávit en la producción de ciertos productos y mercancías, migración, emigración e inmigración por cuestiones económicas, etc. Aquí es muy importante identificar los problemas, sus causas y efectos, así como sus posibles soluciones. También es importante mencionar las formas de organización tradicional para la producción, así como las relaciones que se establecen para ello.
3.2 ASPECTO SOCIAL
Tal vez este apartado es uno de los más importantes del discurso museológico y contenido del museo, ya que en éste se concentra el mayor número de rubros que interesan a la comunidad, como es el caso de la educación, la salud, la alimentación, la vivienda, el vestido, las comunicaciones y transportes, el deporte, el sistema de gobierno, las formas de organización y solidaridad social, la religión, los servicios públicos, la procuración de justicia, los derechos humanos, el papel de la mujer, la situación de los ancianos, los derechos y obligaciones de los niños, el papel de las instituciones, la delincuencia, la familia, etc. En este apartado es fundamental plantear puntualmente los problemas, sus causas y efectos, y sobre todo las alternativas de solución.
3.3 ASPECTO POLÍTICO
En esta sección se debe plantear la situación que caracteriza a la comunidad con respecto a su sistema de gobierno y participación social, su relación con los partidos políticos, con la estructura y gobierno municipal, con el gobierno estatal y federal, y cada una de sus dependencias operativas. En el caso de comunidades indígenas es de suma importancia correlacionar el papel que juega el gobierno tradicional y su relación con los distintos órdenes de gobierno, la legislación vigente y los poderes legislativo y judicial. También debe analizarse la relación de la comunidad con el sistema electoral vigente. Es importante ubicar los problemas más sentidos, sus causas y efectos, así como las alternativas de solución que se proponen. También deben plantearse las relaciones de poder que se establecen al interior de la comunidad, relaciones que pueden beneficiar ó perjudicar a determinado sector social en uno o más aspectos de la situación comunitaria.
3.4 ASPECTO CULTURAL
En esta sección se sintetiza la singularidad económica, política, social y artística del fenómeno comunitario, desde el punto de vista museológico es fundamental tratarlo de manera especial y profundo, ya que es aquí donde la comunidad rescatará, valorará y tomará consciencia de su identidad, es decir, donde reconocerá lo propio y lo ajeno de su idiosincracia, de su cotidianeidad, de su pasado y de su presente, lo cual le permitirá con justicia y razón la dignificación de su existencia, dentro del universo a que pertenece, valorará su fortaleza y podrá superar los problemas que le han impedido su desarrollo integral y sostenido. En este apartado deberá estar, en primer lugar, los sistemas de producción que permiten su cohesión, organización